RABIOLA é rabo de papagaio, cauda de pipa, de papel mesmo, feito artesanalmente pelas mãos hábeis de meninos e outrora também meninas, conhecimento não científico passado por geração de amigos pela arte de brincar. RABIOLA é Rabeca e Viola se encontrando pra cruzar linhas, ponteados e melodias que nos lembram de tempos idos e perdidos, de artesãos de sons e falas que habitam nosso imaginário urbano enquanto identidade coletiva de um povo que tem a mesma história. RABIOLA é poesia e causo, contados através da música instrumental, tecidas por melodias e inspirações da tradicão através de ritmos e arranjos que alçam vôo através da música erudita; como um menino que solta sua pipa no meio da cidade. No repertório releituras de Almir Sater, Tavinho Moura, Zé Miguel Wisnik, Zé Côco do Riachão, além de compositores atuais como Wilson Dias, Pereira da Viola e composições autorais de Rodrigo Salvador.
Vem que hoje o vento é bom, é hora de soltar pipa, cruzar linha com linha, empinar sons e sons, enfeitar e escutar; tudo isso é RABIOLA.
Cantora, compositora e instrumentista apaixonada pela viola caipira, instrumento que carrega e transforma desde 2006, Letícia se destaca pelo arrojo em que aplica a viola na música instrumental ou cantada. Mineira natural de Teófilo Otoni, não se prende à tradição em que o instrumento está inserido buscando demonstrar sua versatilidade em vários gêneros, flertando com a música brasileira instrumental, o pop e a mpb. Lançou seu primeiro álbum, o “Urutu” (2019), em parceria com o violeiro Caio de Souza.
É regente e coordenadora da Orquestra Belorizontina de Viola Caipira, onde promove a difusão da cultura popular, trabalha como professora de viola caipira na capital mineira (desde 2010) e foi 3º lugar do concurso de Melhor Violeiro realizado pela TV Globo Minas em 2012, dentre 815 inscritos. Teve sua formação no instrumento de forma livre, com cursos na área da música, teatro e canto. Integra a Diretoria do Instituto Viva Viola e da Associação Nacional dos Violeiros e Violeiras do Brasil no setor de educação. É ainda artista integrante do Circuito Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, circuito premiado pelo Prêmio Profissionais da Música.
Músico e compositor, graduado em música pela Universidade do Estado de MG – cursos de violão clássico e violino pelo Centro de Formação Artística – CEFAR, Rodrigo Salvador se especializou nas sonoridades e linguagens das Rabecas Brasileiras, instrumento da tradição folclórica espalhado por todo o Brasil em diferentes manifestações. Rabequeiro na cena mineira e nacional desenvolve trabalho musical que promove diálogo entre a música tradicional brasileira e contemporânea utilizando instrumentos acústicos e sonoridades eletrônicas para suas composições. Com histórico de 15 anos de carreira que inclui trabalhos como criação e execução de trilhas sonoras para espetáculos de dança, filmes e teatro, além da participação em importantes eventos, como Festival Internacional de Teatro – FIT, Forum Internacional de Dança – FID, Verão Arte Contemporânea – VAC, Savassi Jazz Festival, COP21, e participação em vários shows e programas de TV (Viação Cipó, Sr. Brasil – Rolando Boldrim, Programa Jô Soares, Globo Horizonte, dentre outros), acompanhando artistas como Wilson Dias, Déa Trancoso, Cláudio Alexandrino, Elina Skarpathioti, Sérgio di Napoli, Tita Parra, Kátya Teixeira, Nazaré Pereira, Quik CIA de Dança, CIA de Dança de MG, Sol Bueno, Wilma Henriques, Coletivo O12, dentre outros. Rodrigo Salvador é artista e empreendedor criativo do Coletivo MundicÁ e faz parte do DANDÔ – Circuito de Música Dércio Marques, e através de seu canto, traz a Rabeca Brasileira para um cenário de reconhecimento mais abrangente e representativo para a música atual.